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Quinta-feira, Setembro 10, 2009 idade da razão Eu já tinha lido em algum lugar que os famosos amigos imaginários, assim como toda aquela sintonia fina que parece vir de fábrica entre as criancinhas e o reino das coisas impalpáveis de maneira geral, tendem a ir perdendo a força depois da marca dos sete anos mesmo, mas ontem à noite a menina de 8 me surpreendeu (e surpreendeu a ela mesma, a julgar pelo jeito como arregalou os olhos quando eu comecei a explicar depois que a idéia fazia sentido, sim, e que era o que as pessoas que estudam a cabeça da gente chamam de in-cons-ci-en-te) com o insight que teve sobre a sua querida Aninha: Sabe, mamãe, eu acho que todas aquelas coisas que eu fazia e dizia que era a Aninha que me ensinava* saíram da minha cabeça mesmo, lá do fundo, de algum lugar escondido. Vai ver que a Aninha era só um jeito que eu mesma inventava pra chegar nesses lugares da cabeça, né, pra poder descobrir as coisas que eu sabia mas não sabia que sabia... *Como eu acho que já contei por aqui, Aninha era a principal de uma turmona dos invisíveis, e quem sempre a Lia apontou como sendo a fonte das massagens e mandinguinhas curativas (de verdade!) que ela aplica nas nossas dores de cabeça e de alma desde que era bem pequenininhadisse a mãe da Lia, às 1:44 PM Quer corujar também? |
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